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Coleção do Departamento de Patologia

O acervo da Coleção do Departamento de Patologia do Instituto Oswaldo Cruz (CDEPAT) se remete às atividades do Departamento de Patologia do IOC a partir do ano de 1984, e é composto por material biológico e documental referente a material humano e de animais de experimentação. No total, a partir de mais de 16 mil casos, o acervo possui um grande número de peças conservadas em formol, blocos parafinados (65 mil), lâminas de vidro com cortes histológicos corados (240 mil), fichas de encaminhamento de material ao Setor de Histotecnologia do Departamento, e imagens analógicas e digitais de peças formolizadas e preparados histológicos (mais de 500 mil imagens). Esse material guarda a história de mais de 25 anos de pesquisas científicas que vêm resultando em contribuições importantes para a intelecção de algumas doenças, como a esquistossomose e a angiostrongilíase, bem como da fisiologia humana, como no caso da hematopoese.

Caixa de blocos

Reserva em formol

Caixa de blocos

Reserva em formol

 

 

Histórico da CDEPAT

A história da Coleção do Departamento de Patologia  inicia-se com a "transformação" da Divisão de Anatomia Patológica em Departamento de Patologia. Esse fato ocorreu em 1979, quando José Rodrigues Coura, ao assumir a Vice-Presidência de Pesquisa da Fundação (o Instituto Oswaldo Cruz, IOC, foi transformado em Fiocruz em 1976) e a direção do Instituto, propõe à Presidência da Fiocruz a reorganização do IOC (agora uma Unidade da Fiocruz) em departamentos. Em 1981, o já então Departamento de Patologia foi reestruturado, sendo instalado no Pavilhão Gomes de Faria, prédio no qual se encontra até hoje. Em 1984, a convite do Prof. Coura, ingressaram no Departamento de Patologia os pesquisadores Henrique Leonel Lenzi e Jane Guilhermina Arnt Lenzi, recém-chegados de três anos em Harvard. A partir desse momento, foi iniciada a reestruturação do Departamento, com o intuito de resgatar a filosofia inicial da Escola de Manguinhos, porém de uma forma mais moderna e dinâmica. Para esta volta às origens, foram focalizados os seguintes objetivos:

  • a) estudar a patologia humana associada às doenças infecciosas e parasitárias;

  • b) estudar modelos experimentais, usando todos os recursos técnicos adequados e disponíveis da patologia experimental moderna buscando a intelecção da patogenia de doenças infecciosas e parasitárias; e,

    c) formar recursos humanos com competência para executar pesquisas e técnicas de diagnóstico avançadas.

Os primeiros 15 anos do Departamento de Patologia (DEPAT/ IOC) foram voltados para o cumprimento desses objetivos e da criação de uma infraestrutura básica para a realização dos trabalhos de Patologia. Além disso, a partir de 1985, o Departamento assumiu a salvaguarda das Coleções de peças macroscópicas do Museu da Patologia (atualmente denominada Coleção da Seção de Anatomia Patológica do IOC) e todo o acervo da Coleção de Febre Amarela.

O material produzido pelo Setor de Histotecnologia do DEPAT/ IOC ("Histolab") a partir dos ensaios realizados no Departamento vem sendo reunido desde 1984 dando origem à Coleção do Departamento de Patologia do IOC (CDEPAT). Esta Coleção continua em constante expansão, como resultado do grande volume de material necessário para a realização de trabalhos científicos, monografias, dissertações e teses nas áreas de Patologia e Hematologia experimentais. O acervo biológico da CDEPAT é composto por material obtido de aproximadamente 20.000 casos provenientes tanto de animais utilizados nos ensaios de Patologia Experimental do Departamento, bem como por material humano de origem externa. Todo esse material está interligado por números de registro que permitem tanto localizar as peças, blocos e lâminas de cada caso quanto verificar pela documentação todas as informações sobre os ensaios realizados. É ainda possível vincular esses dados à produção bibliográfica produzida em forma de artigos, teses ou dissertações. Constam ainda na Coleção estudos feitos a partir de material humano, enviado para consultoria e esclarecimento diagnóstico, material esse registrado sob números diferenciados, sendo de fácil identificação e estudo com base nos dados existentes.

Essa Coleção encontra-se alocada atualmente nas dependências do Laboratório de Patologia do IOC (a estrutura organizacional do IOC foi revista em 2005, deixando de ter o componente departamental) no Pavilhão Gomes de Faria, campus de Manguinhos. Representa a memória viva (biológica e documental) das atividades de ensino, pesquisa e consultoria realizadas por esse Grupo de Pesquisa há mais de 25 anos e, como demonstrado, é uma coleção de material raro e de valor inestimável.

As principais linhas de pesquisa do Departamento que deram origem ao acervo da CDEPAT, as quais vêm sendo desenvolvidas desde 1984 e mantidas até hoje, enquanto Laboratório de Patologia, são:

  • 1) Patologia, imunopatologia e patogenia de doenças infecciosas e parasitárias (reações locais e sistêmicas);

  • 2) Fisiologia, ontogenia e filogenia do sistema linfo-hematopoético, incluindo a biologia e plasticidade de células tronco; e

  • 3) Desenvolvimento de técnicas para microscopia fotônica de alta resolução, especialmente confocal a laser e para microscopia eletrônica de varredura sob baixo vácuo.

 

 

Contribuição pregressa

Nessa Coleção, encontramos o material obtido, produzido e estudado que gerou as principais contribuições científicas do Departamento de Patologia do IOC entre 1984 e 2007 e que, face ao seu caráter permanente, pode ser a qualquer momento acessado para novas análises e/ ou produção de novos dados. Dentre essas contribuições, podemos destacar algumas, tais como:

  • - Encontro de um ciclo de Trypanosoma cruzi em glândulas anais de Didelphis marsupialis que se assemelha ao existente no hospedeiro invertebrado (em colaboração com o Departamento de Protozoologia/IOC);

  • - Descrição de um órgão linfomielóide associado às cavidades celomáticas e sua participação em várias infecções parasitárias;

  • - Proposição de mecanismo complexo para a eliminação de ovos de Schistosoma mansoni para a luz intestinal de camundongos;

  • - Abordagem morfogenética e multidisciplinar da participação de componentes da matriz extracelular e moléculas de adesão em lesões de diversas etiologias, em especial do granuloma esquistossomótico;

  • - Introdução do roedor cricetídeo Calomys callosus como modelo experimental para estudo da patologia da esquistossomose mansônica murina, face a peculiaridades frente ao modelo camundongo;

  • - Redescrição da via migratória do Angiostrongylus costaricensis em seus hospedeiros intermediário (em cooperação com o Laboratório de Helmintoses Intestinais, CPqRR/ Fiocruz) e definitivo, bem como aprofundamento do estudo da patologia humana/ experimental da angiostrongilíase abdominal, doença provocada por este helminto;

  • - Estudo histológico seqüencial das lesões do tecido hematopoético intra-medula óssea sob radiação ionizante (trabalho de aluno de Vocação Científica, premiado no XXI Prêmio Jovem Cientista – Categoria Estudante do Ensino Médio, com o 2º. lugar, em 2005);

  • - Descrição histológica seqüencial da montagem do Sistema Linfo-Hematopoético em camundongos durante a gestação, evidenciando os sítios de geração de células-tronco hematopoéticas e os locais de migração, estabelecimento e proliferação destas. Destaque para a observação da migração de células neutrofílicas maduras anterior ao estabelecimento de progenitores hematopoéticos na medula óssea (trabalho premiado durante o 14º. Simpósio Internacional sobre Avanços Recentes em Transplantes de Células-Tronco, Heidelberg, Alemanha, em 2007);

  • - Caracterização de esponjas de água doce como agentes etiológicos de lesão ocular, a partir dos casos humanos registrados em Tocantins em 2006 (em colaboração com vários grupos nacionais);

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Missão e Visão da CDEPAT

Missão:

Promover a salvaguarda do Patrimônio material referente ao acervo denominado "Coleção do Departamento de Patologia do Instituto Oswaldo Cruz" (CDEPAT), gerado a partir de material humano e de animais empregados nos experimentos realizados pelo próprio Departamento a partir de 1984, inclusive buscando fomento e colaborações para a pesquisa científica em seu acervo biológico e documental e dando suporte à divulgação científica do Museu da Patologia.

Visão:

Re-estruturar, organizar e modernizar a Coleção do Departamento de Patologia do IOC (CDEPAT) transformando-a em um acervo informatizado que permita a fruição dos conhecimentos científicos para os pesquisadores visitantes e fomente a pesquisa pluridisciplinar neste acervo suscitando parcerias nacionais e internacionais.

 

 

Equipe

Equipe de trabalho é multidisciplinar possuindo expertise em patologia, processamento de tecidos, biologia molecular, manejo e informatização de acervos biológicos, virologia, história do Brasil, análise de documentos históricos, processamento de imagens e produção de vídeos científicos.

 

CNPq

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