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Sobre o Museu

No dia 23 de março de 1903, Oswaldo Cruz toma posse para o seu primeiro mandato como diretor-geral da Diretoria Geral de Saúde Pública, tendo entre os seus planos prioritários a erradicação da febre amarela. Para tanto, Oswaldo Cruz incumbiu os pesquisadores do então Instituto Soroterápico de Manguinhos de realizar o estudo da anatomia patológica da febre amarela e de seu diagnóstico necroscópico. Após a necropsia, os principais órgãos com alteração deveriam ser conservados pelo método de Kaiserling e recolhidos ao Museu do Instituto Soroterápico de Manguinhos.

O Decreto n. 17.512, de 5 de novembro de 1926, apresenta o novo regulamento com a ampliação dos objetivos e das atribuições do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), especificando nas seções científicas as normas para organização, conservação e controle das Coleções Científicas e a organização de museus. A Seção de Anatomia Patológica, uma das seções pioneiras de Manguinhos, era responsável pela manutenção do Museu da Patologia. O Artigo 16 do Regulamento previa ainda: "o serviço de patologia e cirurgia será destinado ao diagnóstico de peças cirúrgicas enviadas ao Instituto e servirá, ainda, para maior desenvolvimento do Museu". O Artigo 17 destinava-se ao estabelecimento de procedimentos para a manutenção e preservação do Museu de Anatomia Patológica. Este item estipulava que os resultados dos trabalhos e pesquisas de autópsias seriam regular e cuidadosamente protocolados, tarefa que deveria ser completada junto ao Museu através da catalogação das peças anatômicas estudadas. O Artigo 18 tratava especialmente da obrigatoriedade da organização de uma Coleção de preparados de histologia normal e patológica, de embriologia comparada e de embriologia humana.

O Regulamento de 1931 traduziria com clareza o papel relevante das Coleções na trajetória cientifica e institucional do IOC. Entre as seções auxiliares do Instituto encontra-se o Museu com suas atribuições organizadas e definidas destinadas à guarda e preservação do patrimônio construído pela pesquisa científica. Quanto ao papel dos profissionais ligados ao Museu, caberia a estes, além das tarefas já citadas, outras, tais como, a organização de catálogos das peças expostas e a escrituração do movimento de entrada e saída de todo material.

Este percurso da formação das Coleções Científicas do IOC, evidenciado nos Regulamentos, demonstra a busca da qualificação das pesquisas através da construção e institucionalização de seu patrimônio científico como meio eficaz para garantir uma real autonomia que viabilizou a realização, a consolidação e a expansão das pesquisas, as quais possibilitaram a efetivação dos vários campos científicos existentes hoje na Fundação Oswaldo Cruz.

O Museu da Patologia é uma testemunha, não só "ocular" como também material, de todos os momentos vividos pela Instituição, pois o seu próprio acervo foi alvo de dispersão durante o período compreendido entre as décadas de 1930 e 1970. Na década de 1990, as peças remanescentes do Museu da Patologia passaram à guarda do Departamento de Patologia (DEPAT) do IOC. Em 2007, depois de um estudo realizado pela equipe do DEPAT sobre as Coleções que estão sob a sua guarda, com base no seu histórico de formação e sua missão institucional, foi proposta a reunião de todas as três Coleções no acervo do Museu da Patologia o qual, desta forma, passa a abrigar as seguintes Coleções Institucionais, as quais, além de raras, são insubstituíveis e fazem parte tanto do Patrimônio histórico-científico como também cultural do País:

as 3 coleções do museu da partologia

  • 1) Coleção da Seção de Anatomia Patológica (Coleção original do Museu);

  • 2) Coleção de Febre Amarela (uma das preocupações de Oswaldo Cruz quando assumiu a Direção Geral de Saúde e pela qual delegou o depósito no acervo do material de autópsia dos casos da epidemia do início do século passado); e

  • 3) Coleção do Departamento de Patologia do IOC (Coleção de pesquisa que se originou e que ainda hoje recebe material para seu acervo proveniente das pesquisas que foram/são realizadas pelo Departamento de Patologia, cuja origem é Seção/ Divisão de Anatomia Patológica).

Desta forma, estamos resgatando a filosofia de Oswaldo Cruz ao reestruturar o Museu como uma forma de compor o Patrimônio Histórico-Científico do IOC e da Ciência nacional, em sua área de atuação.

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